Dermatologia oncológica · Aracaju-SE

Câncer de pele em Aracaju:sinais, diagnóstico precoce e tratamento

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, segundo o INCA, e Sergipe combina radiação ultravioleta elevada o ano inteiro com forte exposição ocupacional. Diagnosticado cedo, o tipo mais comum tem altas taxas de cura.

Jardins, Aracaju-SE · Rua Juarez Carvalho, 129

Dra. Michelle Pontes · médica dermatologista · CRM-SE 4868 · RQE 3103
Resposta curta

Câncer de pele tem tratamento, e quanto mais cedo a lesão é examinada, mais simples ele costuma ser. Na clínica, a avaliação começa pelo exame da pele inteira com dermatoscopia; quando há suspeita, a biópsia confirma o diagnóstico, e a maior parte dos carcinomas é tratada com cirurgia em consultório, com anestesia local. Casos que pedem outro tratamento são encaminhados.

No BrasilO câncer mais frequenteCerca de um terço de todos os tumores (INCA)
Tipo mais comumCarcinoma basocelularCrescimento lento e baixa metástase
Maior gravidadeMelanomaMinoria dos casos, maior letalidade
O que mais importaTempo até o diagnósticoQuanto mais cedo, mais favorável o prognóstico
A doença

O que é
câncer de pele

Câncer de pele é o crescimento desordenado de células da pele, quase sempre desencadeado por dano acumulado da radiação ultravioleta ao longo da vida. Não é uma doença uniforme: existem tipos com comportamentos muito diferentes entre si, e é por isso que o diagnóstico preciso muda tudo.

A divisão prática separa os não melanoma — carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular, responsáveis pela grande maioria dos casos — do melanoma, bem menos frequente mas responsável pela maior parte das mortes por câncer de pele.

O dano ultravioleta é cumulativo e silencioso: as queimaduras solares da infância e da adolescência contam décadas depois. É uma das razões pelas quais o câncer de pele aparece mais em áreas cronicamente expostas — face, orelhas, couro cabeludo em quem tem pouco cabelo, colo, antebraços e dorso das mãos.

Classificação

Os três tipos
e como cada um se apresenta

Reconhecer a apresentação típica é o que faz a pessoa procurar o médico a tempo.

01
Mais frequente

Carcinomabasocelular

Costuma surgir como uma lesão perolada, brilhante, com pequenos vasos na superfície, que cresce devagar e pode ulcerar no centro. Muitas vezes é confundido com uma espinha que não cicatriza. Raramente dá metástase, mas destrói localmente se ignorado — e na face isso significa perda de tecido.
02
Segundo mais comum

Carcinomaespinocelular

Apresenta-se como lesão endurecida, áspera, avermelhada, com crosta ou ferida que não fecha. Pode surgir sobre queratoses actínicas, aquelas lesões ásperas em áreas muito expostas. Tem maior potencial de metástase que o basocelular, sobretudo em lábio e orelha.
03
Maior gravidade

Melanoma

Pode surgir em pinta existente ou em pele previamente normal. O que caracteriza é a mudança: assimetria, bordas irregulares, mais de uma cor, crescimento. É o tipo com maior letalidade, mas, detectado em fase inicial, tem prognóstico muito favorável.
04
Menos conhecido

Melanomaacral

Acomete palmas, plantas e unhas, não depende de exposição solar e é proporcionalmente mais frequente em pessoas negras. A apresentação típica na unha é uma faixa escura longitudinal que se alarga ou que atinge a pele ao redor.
Sinais de alerta

Quando procurar
um dermatologista

Nenhum destes sinais significa, isoladamente, que há um câncer. Todos significam que a lesão precisa ser examinada.

Ferida que não cicatriza

Lesão que não fecha em quatro semanas, ou que fecha e reabre no mesmo lugar. É o sinal mais característico dos carcinomas e frequentemente adiado, porque não dói.

Lesão que sangra com facilidade

Sangramento ao secar-se com a toalha ou ao barbear-se, repetidamente, na mesma lesão.

Pinta que mudou

Mudança de tamanho, cor, forma, relevo ou textura. Coceira persistente na lesão também conta. Aplique a regra ABCDE — detalhada na página de mapeamento de pintas.

A lesão diferente das outras

O sinal do patinho feio: entre as suas pintas, aquela que destoa das demais.

Mancha áspera que não sai

Queratose actínica — lesão áspera, avermelhada, em áreas muito expostas. É considerada pré-maligna e tem tratamento próprio.

Faixa escura na unha

Especialmente se for isolada, se estiver alargando, se tiver tonalidades diferentes ou se pigmentar a pele ao redor da unha.

Nódulo que cresce

Qualquer lesão elevada que aumenta de forma consistente ao longo de semanas ou meses.

Diagnóstico

Como o diagnóstico
é feito na clínica

Do exame à conduta, o caminho é curto — e é isso que preserva prognóstico.

  1. Exame clínico e dermatoscopia

    A lesão é examinada sob ampliação com luz polarizada, junto com o restante da pele. A dermatoscopia aumenta a acurácia diagnóstica e evita tanto o atraso quanto a cirurgia desnecessária.

  2. Biópsia quando indicada

    Quando o exame não permite conclusão ou há critérios de suspeita, o material é coletado em consultório, com anestesia local, e enviado para exame histopatológico. O laudo é o que fecha o diagnóstico.

  3. Cirurgia dermatológica

    Confirmado o diagnóstico, a maior parte dos carcinomas é tratada com excisão cirúrgica com margens, em regime ambulatorial. O material removido também vai para exame, para confirmar que as margens estão livres.

  4. Encaminhamento quando necessário

    Casos que exigem cirurgia de Mohs, reconstrução complexa, investigação de linfonodo sentinela ou tratamento oncológico sistêmico são encaminhados, com relatório, para o serviço adequado. Reconhecer o limite da conduta ambulatorial faz parte do cuidado.

  5. Seguimento

    Quem teve um câncer de pele tem risco aumentado de ter outro. O acompanhamento periódico passa a ser parte da rotina, com intervalo definido pelo tipo e pelo estadiamento.

Fototipos altos

Câncer de pele
em pessoas negras

A melanina oferece proteção parcial contra a radiação ultravioleta, e por isso a incidência de câncer de pele é menor em pessoas negras. O problema é o que vem depois dessa frase: o diagnóstico costuma ser feito em estágio mais avançado, e o prognóstico acompanha esse atraso.

Duas razões se somam. A primeira é a percepção, compartilhada por pacientes e por parte dos profissionais, de que pele negra não tem câncer de pele. A segunda é que a apresentação é diferente: o melanoma acral, em palmas, plantas e leito ungueal, responde por uma fração muito maior dos casos e não tem relação com sol.

Na prática isso significa examinar sistematicamente áreas que costumam ser puladas: planta dos pés, entre os dedos, palmas e todas as unhas. Faz parte do exame de rotina aqui.

O que verificar em casa

  • Planta dos pés e entre os dedos
  • Palmas das mãos
  • Unhas das mãos e dos pés
  • Região genital e perianal
  • Mucosa oral

Uma vez por mês, com boa luz. Qualquer lesão nova ou em mudança nessas áreas merece avaliação.

Prevenção

O que reduz o risco
de verdade

01

Fotoproteção diária

FPS 30 ou mais todos os dias, 50 ou mais em exposição direta, com reaplicação a cada duas horas. No clima de Aracaju, a textura importa tanto quanto o fator: protetor desconfortável não é reaplicado.

02

Barreira física

Chapéu de aba larga, camisa com proteção UV e óculos escuros. Para quem trabalha ao sol, é a medida de maior impacto — mais que qualquer creme.

03

Evitar o pico

Sombra entre 10h e 16h. A radiação nesse intervalo é várias vezes maior que no início da manhã.

04

Nada de bronzeamento artificial

Câmaras de bronzeamento são proibidas no Brasil desde 2009 e classificadas como carcinógeno humano. Não existe bronzeamento seguro: o bronzeado é a resposta da pele a um dano no DNA.

05

Check-up periódico

Exame de pele com dermatoscopia, anual ou semestral conforme o risco. É o que transforma uma lesão de 2 mm em um procedimento simples, em vez de uma cirurgia extensa.

Como funciona

Orçamento e
documentos do atendimento

A avaliação de uma lesão suspeita é feita dentro da consulta dermatológica, com dermatoscopia. Como funciona o pagamento está na página da consulta.

Biópsia, cirurgia dermatológica e exame histopatológico são orçados individualmente depois da avaliação, porque dependem do tamanho, da localização e da complexidade da lesão. O orçamento é entregue por escrito antes de qualquer procedimento.

Ao final do atendimento, você recebe nota fiscal e relatório médico com CID. Pacientes do SUS são orientados quanto ao encaminhamento na rede pública.

Segurança

Quem avalia
e com que respaldo

Diagnóstico e tratamento de câncer de pele são atos médicos, sem exceção.

Responsável técnica

  • Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista
  • CRM-SE 4868 · RQE 3103
  • Diretora Técnica da Clínica Michelle Pontes

O que é ato médico

  • Exame e dermatoscopia de lesão suspeita
  • Indicação e realização de biópsia
  • Cirurgia dermatológica com margens
  • Leitura do laudo e definição de conduta ou encaminhamento

Sinais de alerta em qualquer clínica

  • Remoção de lesão pigmentada sem envio para exame histopatológico
  • Uso de laser ou cauterização em lesão suspeita sem diagnóstico prévio
  • Avaliação de lesão feita por profissional não médico
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes
sobre câncer de pele

Câncer de pele tem cura?

O câncer de pele não melanoma, que é o tipo mais frequente, apresenta altas taxas de cura quando diagnosticado e tratado precocemente. No melanoma, o prognóstico depende principalmente da espessura da lesão no momento do diagnóstico — o que reforça a importância do exame precoce. Cada caso é individual e o prognóstico é definido pelo estadiamento.

Pinta escura é sempre melanoma?

Não. A grande maioria das lesões pigmentadas é benigna. O que levanta suspeita é o conjunto de critérios dermatoscópicos e, sobretudo, a mudança da lesão ao longo do tempo.

Pessoa negra pode ter câncer de pele?

Pode. A incidência é menor, mas o diagnóstico tende a ser mais tardio e o prognóstico pior. O melanoma acral, em palmas, plantas e unhas, é proporcionalmente mais frequente nessa população e não depende de exposição solar.

Uma ferida que não cicatriza pode ser câncer?

Pode. Lesão que não fecha em quatro semanas, ou que fecha e reabre no mesmo lugar, é uma das apresentações mais características dos carcinomas e merece avaliação, mesmo quando não provoca dor.

Câncer de pele causa dor?

Em geral não provoca dor, e é justamente por isso que o diagnóstico costuma atrasar. A ausência de sintomas não é sinal de benignidade.

Protetor solar previne câncer de pele?

O uso regular de fotoprotetor reduz o risco, e a evidência é consistente. Ele não elimina o risco isoladamente: barreira física, evitar o horário de pico e o check-up periódico compõem a prevenção.

Quem já teve câncer de pele pode ter de novo?

Sim, o risco de uma nova lesão é maior. Por isso o acompanhamento periódico passa a fazer parte da rotina, com intervalo definido pelo tipo e pelo estadiamento do caso anterior.

Toda lesão suspeita precisa de biópsia?

Não. A dermatoscopia resolve boa parte dos casos sem biópsia. Ela é indicada quando o exame não permite conclusão ou quando há critérios de suspeita.

Câmara de bronzeamento aumenta o risco?

Sim, de forma significativa, principalmente quando o uso começa antes dos 35 anos. No Brasil, o bronzeamento artificial com finalidade estética está proibido desde 2009.

Onde avaliar uma lesão suspeita em Aracaju?

Na Clínica Michelle Pontes, no bairro Jardins, a avaliação é feita pela Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista com CRM-SE 4868 e RQE 3103, de segunda a sexta, das 9h às 21h. Lesões com sinais de alerta devem ser examinadas o quanto antes.

Câncer de pele tem tratamento? Como é a cirurgia?

Tem. Na maior parte dos carcinomas, o tratamento é a retirada da lesão com uma margem de pele saudável, em consultório e com anestesia local. O material vai para exame, que confirma o diagnóstico e se as margens estão livres, e em geral a pessoa volta para casa no mesmo dia, com curativo e pontos. Lesões iniciais podem ter outras opções, e casos que pedem cirurgia de Mohs ou tratamento oncológico são encaminhados.

Protetor solar em Aracaju: qual FPS usar e quantas vezes reaplicar?

FPS 30 ou mais todos os dias e FPS 50 ou mais em exposição direta, como praia, piscina ou trabalho ao ar livre. Reaplique a cada duas horas de exposição e depois de nadar ou suar, em quantidade generosa: no rosto e no pescoço, cerca de duas linhas de dedo. Em Aracaju o índice ultravioleta é alto o ano inteiro, inclusive em dia nublado, e chapéu e sombra completam o cuidado.

Dezembro Laranja: como fazer o autoexame da pele?

O Dezembro Laranja é a campanha de prevenção do câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia, mas o autoexame vale o ano todo: uma vez por mês, com boa luz e dois espelhos. Olhe o corpo inteiro, inclusive couro cabeludo, costas, palmas, plantas dos pés, entre os dedos e unhas. Procure pinta nova, que mudou ou diferente das outras, e ferida que não cicatriza em quatro semanas, e mostre à dermatologista.

Fontes consultadas

Referências

  1. Estimativa 2023: incidência de câncer no BrasilInstituto Nacional de Câncer (INCA) · 2022
  2. Guidelines of care for the management of basal cell carcinomaJournal of the American Academy of Dermatology (PubMed) · 2018
  3. Reduced melanoma after regular sunscreen use: randomized trial follow-upJournal of Clinical Oncology (PubMed) · 2011
  4. Dezembro Laranja: campanha de prevenção do câncer de peleSBD
Agende sua avaliação em Aracaju

Uma lesão que mudou
merece ser examinada

Avaliação com dermatoscopia no bairro Jardins, ao lado do Shopping Jardins. Segunda a sexta, das 9h às 21h.

EndereçoRua Juarez Carvalho, 129
Jardins · Aracaju-SE
WhatsApp(79) 99950-0502
Instagram@dramichellepontes