Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista, na Clínica Michelle Pontes em Aracaju
Blog · 37-Manchas, pintas e câncer de pele

Pinta que mudouquando procurar o dermatologista

Procure o dermatologista assim que notar que uma pinta cresceu, mudou de cor, de forma ou de relevo, passou a coçar, sangrar ou formar casca, ou ficou diferente das outras.

Seg a sex, 9h às 21h · Jardins, Aracaju-SE

Dra. Michelle Pontes · médica dermatologista · CRM-SE 4868 · RQE 3103
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Procure o dermatologista assim que notar que uma pinta cresceu, mudou de cor, de forma ou de relevo, passou a coçar, sangrar ou formar casca, ou ficou diferente das outras. Nem toda mudança é câncer, mas a evolução é o sinal de alerta que mais pesa para o melanoma. O exame com dermatoscopia mostra se a pinta pode ser acompanhada ou se precisa ser retirada.

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Que mudanças numa pinta pedem avaliação?

Qualquer mudança de tamanho, cor, forma, relevo ou sensação. A regra ABCDE ajuda a olhar:

  • A de assimetria: as duas metades não se correspondem;
  • B de bordas irregulares ou mal definidas;
  • C de cores diferentes na mesma pinta;
  • D de diâmetro acima de 6 mm, que sozinho não define nada;
  • E de evolução, qualquer mudança ao longo do tempo.

Também contam coceira que não passa, sangramento sem machucado e a pinta que não se parece com as outras, o sinal do patinho feio. A página de mapeamento de pintas detalha o autoexame.

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Com que rapidez devo procurar o dermatologista?

Assim que notar a mudança, sem esperar o check-up anual, e com prioridade se a pinta sangra, cresce rápido ou vira ferida. No melanoma, a espessura da lesão no diagnóstico é o que mais pesa no prognóstico, e o tempo entre notar e examinar é o que está nas suas mãos.

Ao agendar, avise que a pinta mudou. Até a consulta, fotografe a pinta com uma régua ao lado e não tente removê-la.

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Como a dermatologista examina uma pinta que mudou?

Com o exame da pele inteira e a dermatoscopia, que amplia a pinta e mostra estruturas invisíveis a olho nu. Quando há fotos anteriores, a comparação mostra se houve mudança real.

O exame leva a três caminhos: a pinta é benigna e estável; precisa de acompanhamento, com nova foto após alguns meses; ou deve ser retirada para biópsia. A retirada é feita em consultório, com anestesia local, e o material vai para exame, cujo laudo define o próximo passo. Leia sobre câncer de pele.

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É pinta ou mancha de sol, melanose ou lentigo?

Mancha de sol, melanose solar e lentigo solar são nomes para a mesma mancha plana, castanha e bem delimitada, que surge onde o sol bate, e não são pintas. A pinta, ou nevo, costuma surgir na infância ou na juventude e pode ser elevada.

O lentigo é benigno, mas indica sol acumulado, e pode ser tratado com laser, peeling ou crioterapia. A regra é diagnosticar antes de clarear, porque uma lesão suspeita pode parecer mancha comum. O artigo mancha de sol, melasma ou lesão suspeita compara as três, e a página de manchas na pele mostra o tratamento.

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Pinta em criança, na gravidez ou em pele negra: o que muda?

O critério continua sendo a mudança, mas cada fase pede atenção a algo diferente. Na criança, as pintas crescem junto com o corpo, de forma proporcional; pinta de nascença grande, muitas pintas ou histórico de melanoma na família pedem acompanhamento.

Na gravidez, as pintas podem escurecer um pouco, mas uma mudança clara não deve ser atribuída à gestação sem exame. Em pele negra, o melanoma aparece mais em palmas, plantas dos pés e unhas: faixa escura na unha que se alarga precisa de avaliação.

Em resumo

Em resumo

Pinta que muda de tamanho, cor, forma ou relevo, que coça, sangra ou destoa das outras deve ser examinada logo. A dermatoscopia e a comparação com fotos definem se ela é acompanhada ou retirada. Mancha de sol não é pinta, mas também merece diagnóstico antes de qualquer laser.

Quem escreve

Responsabilidade
deste conteúdo

Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista, CRM-SE 4868, RQE 3103. Diretora Técnica da Clínica Michelle Pontes, em Aracaju.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes
sobre pinta que mudou

Pinta que coça é câncer?

Nem sempre: coceira pode vir de pele seca, atrito com a roupa ou irritação. Mas coceira que não passa numa pinta, sobretudo com crescimento, mudança de cor, sangramento ou casca, é motivo de avaliação. Não coce nem arranque, e marque a consulta.

Posso tirar a pinta com laser, cauterização ou produto caseiro?

Não por conta própria, e nunca antes do diagnóstico. Laser e cauterização destroem a pinta sem deixar material para exame: se fosse um melanoma inicial, o diagnóstico precoce se perderia. Produtos caseiros ou vendidos na internet causam feridas, cicatriz e infecção. A pinta que precisa sair é retirada com cirurgia em consultório, e o material vai para exame.

Toda pinta que muda precisa ser retirada?

Não. A dermatoscopia e a comparação com fotos anteriores mostram se a mudança é esperada ou suspeita. Algumas pintas são só acompanhadas, com nova foto após alguns meses; outras são retiradas para biópsia, porque só o exame do tecido confirma o diagnóstico. A decisão é da médica, depois do exame.

A retirada de pinta deixa cicatriz?

Deixa uma cicatriz, em geral pequena, do tamanho necessário para retirar a pinta com margem segura. O aspecto final depende da região do corpo, da tensão da pele, da tendência a queloide e dos cuidados depois, como proteger do sol e seguir a orientação sobre os pontos.

Laser tira mancha de sol? Quantas sessões?

Clareia, e é um dos tratamentos usados na clínica, depois que a médica confirma que é uma mancha benigna. O laser Fotona fragmenta o pigmento, e o número de sessões depende do tamanho, da profundidade e da área, definido na avaliação. Sem protetor solar todos os dias, a mancha tende a escurecer de novo e outras podem surgir.

Pinta nova na vida adulta é preocupante?

Pintas novas são mais comuns na infância e na juventude. Na vida adulta, pinta que surge e cresce, sobretudo depois dos 40 anos, merece avaliação, porque parte dos melanomas nasce em pele sem pinta anterior. Mostre à dermatologista, sem esperar o check-up se ela mudar.

Fontes consultadas

Referências

  1. Early diagnosis of cutaneous melanoma: revisiting the ABCD criteriaJAMA (PubMed) · 2004
  2. Diagnostic accuracy of dermoscopyThe Lancet Oncology (PubMed) · 2002
  3. Câncer de pele melanomaInstituto Nacional de Câncer (INCA)
  4. Sociedade Brasileira de Dermatologia: câncer de pele e autoexameSBD
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