Dermatologia clínica · Aracaju-SE

Psoríase em Aracaju:doença da pele que também é doença do corpo

Psoríase não é alergia, não é fungo e não pega. É uma doença imunomediada, sistêmica, que se manifesta na pele e nas unhas e que pode acometer as articulações. Tem controle, e o tratamento mudou muito na última década.

Jardins, Aracaju-SE · Rua Juarez Carvalho, 129

Dra. Michelle Pontes · médica dermatologista · CRM-SE 4868 · RQE 3103
A doençaImunomediada e sistêmicaNão é contagiosa em nenhuma forma
ArticulaçõesAté 1 em cada 3Podem desenvolver artrite psoriásica
Além da peleRisco cardiovascularFaz parte do acompanhamento
GatilhosEstresse, infecção, medicaçãoE trauma na pele (fenômeno de Koebner)
A doença

O que é psoríase
e o que ela não é

Na psoríase, o sistema imune mantém uma inflamação crônica que acelera de forma extrema a renovação da pele. O que normalmente leva quatro semanas passa a acontecer em poucos dias, e as células se acumulam na superfície formando as placas avermelhadas cobertas de escamas prateadas que caracterizam a doença.

A parte que mais surpreende quem recebe o diagnóstico é que a inflamação não fica na pele. Psoríase é hoje entendida como doença sistêmica, associada a maior risco de artrite psoriásica, de síndrome metabólica, de doença cardiovascular e de depressão. Por isso o acompanhamento inclui pressão, peso, glicemia e perfil lipídico — não por excesso de zelo, mas porque faz parte da doença.

Ela também não é contagiosa. Isso precisa ser dito de forma direta porque o estigma é uma parte concreta do sofrimento: pacientes relatam evitar piscina, praia, academia e roupa de manga curta, e em Aracaju, onde a vida é ao ar livre, esse isolamento pesa ainda mais.

O curso é de crises e remissões. Estresse, infecções de garganta, alguns medicamentos, álcool, tabagismo e trauma na pele são gatilhos reconhecidos de piora.

Apresentações

As formas
da psoríase

A forma define o tratamento e o prognóstico. Um mesmo paciente pode apresentar mais de uma ao longo da vida.

01
Mais comum

Psoríaseem placas

Placas bem delimitadas, avermelhadas, com escamas prateadas, em cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. Responde por cerca de 8 em cada 10 casos.
02
Súbita

Psoríasegutata

Lesões pequenas, em gota, espalhadas pelo tronco e membros, de aparecimento súbito, classicamente após infecção de garganta. Mais frequente em crianças e jovens, e com boa chance de remissão.
03
Frequentemente perdida

Psoríaseungueal

Depressões puntiformes nas unhas, descolamento da borda, manchas amareladas e espessamento. Costuma ser tratada por anos como micose. É também um marcador de risco maior para artrite psoriásica.
04
Área específica

Couro cabeludoe dobras

No couro cabeludo é confundida com caspa, mas a escama é mais aderente e as placas ultrapassam a linha do cabelo. Nas dobras, apresenta-se lisa e brilhante, sem escama, o que dificulta o reconhecimento.
05
Articular

Artritepsoriásica

Dor e rigidez nas articulações, especialmente pela manhã, e dedos inchados. Pode surgir antes, depois ou junto com a pele. O diagnóstico precoce importa porque o dano articular é irreversível.
06
Graves

Pustulosa eeritrodérmica

Formas menos comuns e mais graves, com pústulas disseminadas ou acometimento de quase toda a pele. Podem exigir internação e são emergências dermatológicas.
Conduta

Como o tratamento
é escalonado

A escolha segue a extensão, o impacto na vida e o acometimento articular — não apenas o tamanho da placa.

  1. Avaliar extensão e impacto

    Quanto da pele está acometido, onde, e quanto isso afeta o dia a dia. Psoríase em área pequena mas visível, ou em genitais, palmas e plantas, pesa mais que a área sugere.

  2. Investigar as articulações

    Perguntar sobre dor e rigidez matinal em todas as consultas, porque o dano articular não se recupera. Havendo suspeita, o encaminhamento ao reumatologista é imediato.

  3. Tratamento tópico

    Base do tratamento em quadros leves e localizados: corticoide tópico, análogos da vitamina D e formulações para couro cabeludo. Exige aplicação constante — a adesão é o principal limitador.

  4. Fototerapia

    Exposição controlada a comprimentos de onda específicos, em cabine, com sessões programadas. Útil em quadros extensos e com bom perfil de segurança.

  5. Sistêmicos e imunobiológicos

    Para quadros moderados a graves ou com acometimento articular. Exigem exames prévios, acompanhamento laboratorial e avaliação de risco individual.

  6. Cuidar do corpo, não só da pele

    Controle de peso, pressão, glicemia e lipídios; redução de álcool e cessação do tabagismo. Não é conselho genérico: esses fatores pioram a psoríase e compartilham a mesma inflamação.

Sergipe

Sol e mar:
o que ajuda e o que prejudica

Psoríase é uma das poucas dermatoses em que a exposição solar controlada costuma melhorar as lesões — a radiação ultravioleta tem efeito imunomodulador, que é justamente o princípio da fototerapia. Muitos pacientes percebem melhora no verão e piora em períodos de menos sol.

Isso não autoriza banho de sol livre, e aqui está a diferença que importa em Sergipe. Queimadura solar é trauma na pele, e trauma desencadeia lesão nova pelo fenômeno de Koebner. Ou seja: o sol em dose controlada ajuda, e o sol em excesso piora exatamente a mesma doença.

A orientação prática é exposição curta, nos horários de menor intensidade, de forma gradual e sempre protegendo rosto e áreas sem lesão. A dose é individual e definida na consulta — não é a mesma para todo mundo, e depende do fototipo.

Água do mar costuma ser bem tolerada e frequentemente melhora as placas. Vale o enxágue depois, para evitar o ressecamento do sal, seguido de hidratante.

Regra prática

  • Exposição curta e gradual, nunca até vermelhar
  • Evitar o pico de radiação do meio do dia
  • Proteger rosto e áreas sem lesão
  • Nunca chegar à queimadura — ela produz placa nova
  • Hidratar depois do mar e da piscina

A dose certa é definida na consulta, conforme o seu fototipo e a extensão do quadro.

Diagnóstico diferencial

Psoríase, caspa
ou micose?

Três quadros que chegam parecidos e que exigem tratamentos opostos entre si.

SinalPsoríaseDermatite seborreicaMicose
EscamaPrateada, espessa, aderenteAmarelada, oleosaFina, na borda da lesão
Borda da lesãoMuito bem delimitadaMal delimitadaAtiva, com centro mais claro
Couro cabeludoPlacas que ultrapassam a linha do cabeloFica dentro do couro cabeludoPode causar falha no cabelo
UnhasDepressões puntiformes e descolamentoNão acometeEspessamento e amarelado, sem depressões
CoceiraVariável, às vezes ausenteFrequenteFrequente
CorticoideMelhoraMelhoraPiora e dissemina
AntifúngicoNão resolveAjuda no controleResolve

A confirmação é clínica e, em casos duvidosos, por dermatoscopia, micológico ou biópsia.

Segurança

Quem conduz
o tratamento

Psoríase exige diagnóstico médico, acompanhamento sistêmico e, muitas vezes, mais de uma especialidade.

Responsável técnica

  • Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista
  • CRM-SE 4868 · RQE 3103
  • Diretora Técnica da Clínica Michelle Pontes

O que é ato médico

  • Diagnóstico e classificação da forma
  • Avaliação de acometimento articular
  • Prescrição de tópicos, sistêmicos e imunobiológicos
  • Solicitação e leitura dos exames de acompanhamento

Trabalho conjunto

  • Reumatologista quando há suspeita de artrite psoriásica
  • Clínico ou cardiologista para os fatores metabólicos
  • Apoio em saúde mental quando o impacto emocional é relevante
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes
sobre psoríase

Psoríase pega?

Não. Psoríase não é contagiosa em nenhuma de suas formas. É uma doença imunomediada, com base genética, e não há qualquer risco de transmissão por contato, piscina, toalha ou convívio.

Psoríase tem cura?

Não tem cura, mas tem controle, e o que é possível alcançar mudou muito na última década. Em quadros moderados a graves, o objetivo atual do tratamento é pele limpa ou quase limpa, e não apenas melhora parcial.

Psoríase pode afetar as articulações?

Pode. Uma parcela relevante dos pacientes desenvolve artrite psoriásica, com dor e rigidez articular, sobretudo pela manhã, e dedos inchados. O diagnóstico precoce é importante porque o dano articular não se recupera.

Estresse causa psoríase?

Não causa, mas é um dos gatilhos mais consistentes de crise em quem já tem a doença. Infecções de garganta, alguns medicamentos, álcool, tabagismo e trauma na pele também desencadeiam.

Tomar sol melhora?

A exposição solar controlada costuma melhorar as lesões, e é o princípio da fototerapia. Mas queimadura solar é trauma e desencadeia lesão nova. A dose é individual e definida na consulta.

Psoríase no couro cabeludo é caspa?

Não. Na psoríase a escama é prateada, espessa e aderente, e as placas costumam ultrapassar a linha de implantação do cabelo. A dermatite seborreica tem escama amarelada e oleosa e fica restrita ao couro cabeludo.

Psoríase nas unhas tem tratamento?

Tem, embora seja mais lento que na pele, porque a unha cresce devagar. É frequentemente confundida com micose, e o tratamento antifúngico nesse caso não resolve.

Dieta influencia a psoríase?

Não existe dieta que trate psoríase. Mas controle de peso, redução de álcool e alimentação que favoreça o controle metabólico têm efeito, porque a doença compartilha inflamação com a síndrome metabólica.

Posso fazer tatuagem tendo psoríase?

Não é recomendável em fase ativa. A tatuagem é trauma na pele e pode desencadear lesão nova exatamente na área tatuada, pelo fenômeno de Koebner.

Onde tratar psoríase em Aracaju?

Na Clínica Michelle Pontes, no bairro Jardins, com a Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista, CRM-SE 4868 e RQE 3103. Atendimento de segunda a sexta, das 9h às 21h, com encaminhamento ao reumatologista quando há suspeita articular.

Agende sua avaliação em Aracaju

Psoríase não pega
e não precisa dominar a sua vida

Avaliação com médica dermatologista no bairro Jardins, ao lado do Shopping Jardins. Segunda a sexta, das 9h às 21h.

EndereçoRua Juarez Carvalho, 129
Jardins · Aracaju-SE
WhatsApp(79) 99950-0502
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