Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista, na Clínica Michelle Pontes em Aracaju
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Melasmao que é, por que aparece e por que volta

Melasma é uma condição crônica da pele em que as células de pigmento produzem melanina em excesso, formando manchas acastanhadas e simétricas no rosto.

Seg a sex, 9h às 21h · Jardins, Aracaju-SE

Dra. Michelle Pontes · médica dermatologista · CRM-SE 4868 · RQE 3103
Resposta curta

Melasma é uma condição crônica da pele em que as células de pigmento produzem melanina em excesso, formando manchas acastanhadas e simétricas no rosto. Ele aparece pela combinação de predisposição genética com sol, luz visível, calor, hormônios e inflamação. Volta porque esses gatilhos continuam: o tratamento tem controle, não cura, e inclui manutenção.

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O que é melasma e por que ele aparece no rosto?

Melasma é uma alteração crônica da pigmentação: os melanócitos, células que produzem o pigmento da pele, ficam hiperativos e formam manchas acastanhadas, amplas e em geral simétricas, sobretudo nas maçãs do rosto, na testa, no buço e no nariz.

Não é só pigmento: há também mudanças nos vasos e na derme. É mais frequente em mulheres e em peles morenas e negras, e costuma haver histórico na família. O diagnóstico é clínico e importa, porque melasma, mancha de sol ou lesão suspeita pedem condutas diferentes.

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Quais fatores fazem o melasma aparecer ou piorar?

Nenhum fator age sozinho: o melasma surge quando uma pele predisposta encontra um ou mais gatilhos.

  • Sol e luz visível: ambos estimulam o pigmento, e em Aracaju a radiação é alta o ano todo, como mostra o texto sobre o índice UV em Sergipe.
  • Hormônios: gravidez, anticoncepcionais e reposição hormonal.
  • Calor: forno, sauna, exercício em ambiente abafado e carro estacionado ao sol.
  • Inflamação: cosméticos irritantes, esfoliação, peelings e lasers agressivos.
  • Genética: parentes com melasma aumentam a chance.
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A luz do celular e do computador piora o melasma?

Não há evidência sólida de que a luz de telas piore o melasma. A luz visível que estimula o pigmento é a do sol, muito mais intensa que a de qualquer celular ou computador.

Os estudos que mostraram escurecimento da pele por luz visível usaram intensidades comparáveis às do sol. Como essa luz atravessa o vidro, o risco maior está numa janela ensolarada, e não na tela. O cuidado é o mesmo: protetor solar com cor, com óxido de ferro, todos os dias. Veja como ler o rótulo do protetor solar.

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Por que o melasma volta depois do tratamento?

Porque ele é crônico e os gatilhos continuam presentes depois da última sessão: o tratamento clareia a mancha, mas não muda a predisposição da pele.

O que reduz o risco de recidiva é a continuidade:

  • protetor com cor todos os dias, reaplicado a cada duas horas em exposição;
  • cuidados em casa prescritos pela médica;
  • calor intenso e bronzeamento evitados;
  • sessões de manutenção e consultas de retorno.

Nos meses de mais sol o tratamento não para, como explica o artigo sobre melasma no verão.

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Quais são os 10 erros que mais pioram o melasma?

São hábitos comuns e quase todos evitáveis:

  • Sair sem protetor solar, inclusive em dia nublado ou perto da janela.
  • Usar protetor sem cor, em pouca quantidade ou sem reaplicar.
  • Se bronzear ou tomar sol para pegar cor.
  • Ignorar o calor de forno, sauna e exercício abafado.
  • Esfregar, esfoliar ou usar ácidos por conta própria.
  • Clarear com cremes fortes sem prescrição.
  • Fazer laser ou peeling agressivo sem diagnóstico.
  • Esperar o inverno para começar, sendo que aqui a radiação é alta o ano todo.
  • Parar o tratamento quando as manchas clareiam.
  • Não contar à médica sobre hormônios e outros medicamentos.
Em resumo

Em resumo

O melasma é crônico e estimulado por sol, luz visível, calor, hormônios e inflamação. Não há evidência sólida de que telas o piorem, mas a luz visível do sol, que atravessa janelas, piora. Ele volta porque os gatilhos continuam, e o controle exige protetor com cor, cuidados em casa e manutenção.

Quem escreve

Responsabilidade
deste conteúdo

Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista, CRM-SE 4868, RQE 3103. Diretora Técnica da Clínica Michelle Pontes, em Aracaju.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes
sobre melasma

Melasma tem cura?

Não. O melasma é crônico: o tratamento clareia as manchas, controla a evolução e reduz as recidivas, mas não elimina a predisposição da pele. Por isso o plano combina tratamento no consultório, cuidados em casa, protetor com cor e consultas de retorno.

Melasma pode aparecer em homens?

Pode, embora seja bem menos frequente que em mulheres. Os gatilhos são os mesmos, principalmente a exposição solar e a predisposição familiar, e o tratamento segue a mesma lógica: diagnóstico no exame, fotoproteção com cor e plano individual com acompanhamento.

Melasma e mancha de sol são a mesma coisa?

Não. O melasma forma manchas mais amplas, em geral simétricas, e é crônico. As manchas de sol são menores e bem delimitadas. As duas podem coexistir, e a ordem do tratamento importa, porque um laser indicado para mancha de sol pode piorar o melasma.

Dentro de casa também preciso de protetor solar?

Sim, se houver luz do dia entrando. O vidro bloqueia boa parte do UVB, mas deixa passar UVA e luz visível, e ambos podem estimular o melasma. Quem passa o dia perto de janelas deve usar protetor com cor e reaplicar.

Quanto tempo leva para o melasma clarear?

O clareamento é gradual, em semanas a meses, e varia com o tipo de melasma, o tom de pele e a regularidade dos cuidados. Nenhum método clareia de um dia para o outro, e promessas de resultado rápido costumam vir de técnicas agressivas, que podem piorar as manchas.

Quando procurar o dermatologista?

Assim que notar manchas acastanhadas e simétricas no rosto, ou qualquer mancha que mude de tamanho, cor ou forma, coce ou sangre. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples é o controle, e evita-se tratar uma lesão suspeita como mancha comum.

Fontes consultadas

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia: informações ao pacienteSBD
  2. Melasma: a clinical and epidemiological reviewAnais Brasileiros de Dermatologia, SBD (PubMed) · 2014
  3. Impact of long-wavelength UVA and visible light on melanocompetent skinJournal of Investigative Dermatology (PubMed) · 2010
  4. Near-visible light and UV photoprotection in the treatment of melasma: a double-blind randomized trialPhotodermatology, Photoimmunology & Photomedicine (PubMed) · 2014
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