Cabelo e couro cabeludo · Aracaju-SE

Tricologia em Aracaju:o cabelo tratado como órgão, não como estética

Tricologia é a área da dermatologia que cuida do cabelo, do couro cabeludo e das unhas. A diferença entre tratar ali e tratar em qualquer outro lugar é uma só: aqui se investiga a causa antes de prescrever qualquer coisa.

Jardins, Aracaju-SE · Rua Juarez Carvalho, 129

Dra. Michelle Pontes · médica dermatologista · CRM-SE 4868 · RQE 3103
Resposta curta

Tricologia é a área da dermatologia que cuida do cabelo e do couro cabeludo, e em Aracaju ela começa por descobrir por que o cabelo cai ou afina, antes de prescrever qualquer coisa. Na Clínica Michelle Pontes, a consulta reúne histórico, tricoscopia (dermatoscopia do couro cabeludo) e exames de sangue dirigidos. O tratamento vem depois e combina correção do que falta, medicação prescrita e procedimentos de estímulo.

O primeiro passoDiagnósticoExame do couro cabeludo e exames de sangue
O erro comumTratar sem investigarAmpola e shampoo não corrigem o que falta
Alopecia cicatricialNão se recuperaDiagnóstico precoce é o que preserva o fio
O prazo3 a 6 mesesO ciclo do fio não obedece à pressa
A área

O que a tricologia
faz de diferente

O folículo piloso é uma estrutura complexa, com ciclo próprio e altamente sensível ao que acontece no resto do corpo. Ele reage a deficiência nutricional, a alteração hormonal, a doença autoimune, a medicação, a febre, a cirurgia e a estresse intenso — muitas vezes com dois a quatro meses de atraso, o que faz a pessoa procurar a causa no lugar errado.

Por isso a conduta em tricologia começa sempre pelo mesmo lugar: descobrir por que o cabelo está caindo ou afinando. Ferro, ferritina, vitamina D, zinco, função da tireoide, hormônios e perfil proteico não são exames de rotina pedidos por reflexo — são o que diferencia um eflúvio por deficiência de uma alopecia androgenética, condições com tratamentos completamente distintos.

A segunda diferença é o exame do couro cabeludo. A tricoscopia — dermatoscopia aplicada ao couro cabeludo — mostra a miniaturização dos fios, o padrão de distribuição, a presença de inflamação e, crucialmente, se os óstios foliculares ainda existem. Esse último ponto separa o que é recuperável do que não é.

Nada disso é feito por quem vende ampola. E é essa a razão pela qual tanta gente passa anos aplicando produtos em um problema que era de tireoide, de ferro ou de uma alopecia que exigia tratamento médico desde o início.

Escopo

O que a tricologia
avalia e trata

Queda é o motivo mais frequente da consulta, mas existem muitos outros motivos.

01
Mais frequente

Alopeciaandrogenética

Afinamento progressivo com padrão definido — no topo e nas entradas em homens, alargamento da risca em mulheres. Tem base genética e hormonal, é progressiva e tem tratamento eficaz que precisa ser contínuo.
02
Reversível

Eflúviotelógeno

Queda difusa e intensa, dois a quatro meses depois de um evento: emagrecimento rápido, parto, cirurgia, infecção, estresse importante ou deficiência nutricional. Costuma recuperar quando a causa é corrigida.
03
Autoimune

Alopeciaareata

Falhas arredondadas e bem delimitadas, de surgimento súbito. Doença autoimune, com curso imprevisível e tratamentos que evoluíram bastante nos últimos anos.
04
Irreversível se tardia

Alopeciascicatriciais

Grupo em que a inflamação destrói o folículo de forma permanente. Inclui a alopecia cicatricial centrífuga, mais frequente em mulheres negras, e o líquen plano pilar. Diagnóstico precoce é o que preserva o que ainda existe.
05
Por tração

Alopeciade tração

Causada por penteados que puxam o fio de forma repetida — tranças apertadas, rabo muito preso, aplique. Reversível no início e cicatricial se mantida por anos.
06
Couro cabeludo

Dermatite seborreica,psoríase e foliculite

Descamação, coceira, vermelhidão e lesões no couro cabeludo. Tratar a inflamação do couro cabeludo é condição para qualquer tratamento de queda funcionar.
Conduta

Como é a
investigação

Cinco etapas antes de qualquer prescrição. É o que separa tratamento de tentativa.

  1. História detalhada

    Quando começou, se foi súbita ou progressiva, se há padrão, o que aconteceu nos seis meses anteriores, histórico familiar, ciclo menstrual, medicações, dietas e cirurgias recentes.

  2. Exame do couro cabeludo e tricoscopia

    Avaliação com dermatoscópio: miniaturização, densidade, padrão de distribuição, sinais de inflamação e, sobretudo, se os óstios foliculares estão preservados.

  3. Exames laboratoriais dirigidos

    Ferro, ferritina, vitamina D, zinco, função tireoidiana, hemograma e, quando indicado, avaliação hormonal. Pedidos pela suspeita clínica, não por lista padrão.

  4. Biópsia em casos selecionados

    Indicada quando há suspeita de alopecia cicatricial ou quando o quadro não se encaixa. É o exame que confirma se o folículo ainda existe.

  5. Tratamento dirigido à causa

    Correção do que estiver em falta, tratamento da inflamação do couro cabeludo, medicação tópica ou oral conforme o diagnóstico e, quando indicado, procedimentos de estímulo.

Cabelo crespo e cacheado

O que muda
na avaliação

Boa parte do que se ensina sobre cabelo foi descrita a partir de fios lisos, e isso produz erro de avaliação em cabelo crespo e cacheado — que é a maioria em Sergipe.

A primeira diferença é prática: quem tem cabelo crespo costuma lavar com menos frequência, e nesses casos a queda se concentra no dia da lavagem. Ver muitos fios no ralo de uma vez assusta, mas pode representar o acúmulo normal de vários dias. Contar queda sem levar isso em conta gera diagnóstico errado.

A segunda é a tração. Tranças apertadas, dreadlocks, apliques, rabo muito preso e o uso prolongado desses penteados desde a infância são causa importante de alopecia de tração — reversível se identificada cedo, cicatricial se mantida por anos. A avaliação inclui essa conversa, sem julgamento e com alternativas práticas.

A terceira é a alopecia cicatricial centrífuga, que acomete predominantemente mulheres negras, começa no topo da cabeça e avança de forma centrífuga. Costuma ser confundida por anos com alopecia androgenética — e o custo do atraso é alto, porque o que se perde não volta.

Química, alisamento e calor entram na conversa como fatores de dano do fio, distintos da queda pela raiz. Os dois problemas coexistem com frequência e têm condutas diferentes.

Sinais que pedem avaliação rápida

  • Falha que começa no topo e se alarga
  • Ardor, dor ou coceira no couro cabeludo
  • Vermelhidão ou descamação junto com a queda
  • Couro cabeludo liso e brilhante na área de falha
  • Queda que piora depois de trança ou aplique

Esses achados sugerem processo inflamatório com risco de dano permanente ao folículo.

Segurança

Quem investiga
e por que importa

Queda de cabelo é sintoma, e sintoma exige diagnóstico antes de tratamento.

Responsável técnica

  • Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista
  • CRM-SE 4868 · RQE 3103
  • Diretora Técnica da Clínica Michelle Pontes

O que é ato médico

  • Diagnóstico do tipo de alopecia
  • Solicitação e interpretação dos exames
  • Tricoscopia e biópsia de couro cabeludo
  • Prescrição de tópicos, orais e procedimentos de estímulo

Sinais de alerta no mercado

  • Tratamento vendido sem exame de sangue
  • Ampola aplicada sem diagnóstico do tipo de queda
  • Promessa de recuperar cabelo em área já cicatricial
  • Suplemento indicado sem saber o que está em falta
Perguntas frequentes

Perguntas frequentes
sobre cabelo e couro cabeludo

Quantos fios por dia é normal cair?

A referência habitual é de até cerca de cem fios por dia, mas esse número isolado diz pouco. Quem lava o cabelo a cada três ou quatro dias concentra a queda no dia da lavagem, o que assusta sem ser anormal. O que importa mais é se há afinamento, se a risca alargou e se o volume diminuiu.

Quais exames o dermatologista pede para queda de cabelo?

Depende da suspeita clínica. Os mais frequentes são ferro e ferritina, vitamina D, zinco, função tireoidiana e hemograma, com avaliação hormonal quando há sinais que a justifiquem. Não existe um painel igual para todo mundo.

Ampola e shampoo resolvem queda?

Não resolvem sozinhos, e não corrigem deficiência nutricional nem alopecia androgenética. Podem ter papel de apoio dentro de um tratamento, mas usados isoladamente costumam adiar o diagnóstico.

Em quanto tempo o cabelo volta?

O ciclo do fio é lento. Os primeiros sinais aparecem em torno de três meses e o resultado se consolida entre seis meses e um ano, dependendo do diagnóstico. Fios curtos surgindo na linha frontal são o primeiro indício de que funcionou.

Alopecia androgenética tem cura?

Não tem cura, mas tem controle eficaz. É uma condição progressiva, e o tratamento precisa ser contínuo: interrompido, a progressão retoma de onde parou.

Cabelo que caiu por alopecia cicatricial volta?

Não. Nas alopecias cicatriciais o folículo é destruído de forma permanente, e nenhum tratamento recupera a área perdida. O objetivo é interromper a progressão e preservar o que ainda existe — e por isso o diagnóstico precoce é decisivo.

Tranças e apliques causam queda?

Podem causar alopecia de tração quando puxam o fio de forma repetida e prolongada. É reversível quando identificada cedo e pode se tornar cicatricial se o hábito se mantém por anos. Existem alternativas de penteado que reduzem a tensão.

Caspa causa queda de cabelo?

A dermatite seborreica em si não causa calvície, mas a inflamação e a coceira favorecem a quebra do fio e pioram qualquer quadro de queda associado. Controlar o couro cabeludo é parte do tratamento.

Queda depois do parto é normal?

É esperada. O eflúvio telógeno pós-parto costuma começar dois a quatro meses depois e se recupera ao longo dos meses seguintes. Ainda assim vale avaliar ferro e tireoide, que com frequência estão alterados nesse período.

Onde tratar queda de cabelo em Aracaju?

Na Clínica Michelle Pontes, no bairro Jardins, com a Dra. Michelle Pontes, médica dermatologista, CRM-SE 4868 e RQE 3103. Atendimento de segunda a sexta, das 9h às 21h.

O laser capilar funciona? É eficaz contra a queda de cabelo em mulheres?

O laser capilar entra como complemento do tratamento clínico, e não como solução isolada. Na clínica, o laser Er:YAG é aplicado no couro cabeludo com uma ponteira em formato de pente, para estimular a região e prepará-la para receber ativos. Nas mulheres, a indicação depende do tipo de queda, e a literatura sobre laser no cabelo é mais restrita que a das medicações.

Quantas sessões de microagulhamento capilar são necessárias?

No microagulhamento capilar, a referência é de 3 a 5 sessões com intervalo de cerca de um mês, e o número exato depende da causa da queda e da resposta de cada pessoa. O procedimento usa a ponteira Intensif do Endymed, que cria microcanais no couro cabeludo, e costuma fazer parte de um plano com tratamento clínico e, quando indicado, outros procedimentos. As reavaliações ajustam o plano.

Suplemento de biotina e vitaminas resolve queda de cabelo?

Só quando há uma deficiência que o suplemento corrige, e isso se descobre com exames. Ferro, ferritina, vitamina D, zinco e vitamina B12 estão entre os mais investigados. Sem diagnóstico, o suplemento costuma adiar a solução. Biotina em dose alta ainda pode alterar exames de sangue, como os de tireoide: avise a médica e o laboratório.

Qual a diferença entre queda de cabelo e alopecia?

Queda de cabelo é o sintoma, e alopecia é o diagnóstico que explica a causa. Entre os tipos estão a androgenética, a areata, as cicatriciais, a de tração e o eflúvio telógeno, que é uma queda difusa em geral temporária. Cada um pede uma conduta, e é por isso que o diagnóstico com tricoscopia e exames vem antes do tratamento.

Até quando dura a queda de cabelo depois do parto e quando devo procurar avaliação?

A queda pós-parto costuma durar de três a seis meses e vai diminuindo aos poucos, com recuperação gradual dos fios. Vale procurar avaliação se ela persistir além desse período, se o cabelo não voltar a engrossar ou se houver cansaço, alteração de peso ou de humor. Nesses casos, a investigação inclui ferro e tireoide. Durante a amamentação, qualquer tratamento passa pela avaliação da médica.

Posso pintar o cabelo ou fazer química se estou com queda de cabelo?

Em geral, sim, com cuidado, porque tinta, alisamento e descoloração danificam a haste e provocam quebra, mas não derrubam o fio pela raiz. Se houver ardor, feridas ou vermelhidão no couro cabeludo, adie a química até a avaliação. Quando a queda é intensa, espace as aplicações e evite calor excessivo. Conte à médica o que você usa, porque quebra e queda pela raiz têm condutas diferentes.

Fontes consultadas

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia: informações ao paciente sobre cabelo e couro cabeludoSBD
  2. American Academy of Dermatology: informações ao paciente sobre queda de cabeloAAD
  3. Hair Loss: Common Causes and TreatmentAmerican Family Physician (PubMed) · 2017
  4. Telogen effluviumIndian Journal of Dermatology, Venereology and Leprology (PubMed) · 2013
  5. Evidence-based (S3) guideline for the treatment of androgenetic alopecia in women and in men: short versionJournal of the European Academy of Dermatology and Venereology (PubMed) · 2018
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Antes de tratar o cabelo,
descobrir o que está causando

Avaliação com médica dermatologista no bairro Jardins, ao lado do Shopping Jardins. Segunda a sexta, das 9h às 21h.

EndereçoRua Juarez Carvalho, 129
Jardins · Aracaju-SE
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